Sinto calafrios que provém de uma saudade obesa
Que pesa em mim os sonhos puros.
E toda vez que sinto frio,
Recorro a lençóis vazios
A imaginar teus braços,
A simular teus beijos.
Procuro em masturbações o desejo do meu sexo solitário,
O motivo que arde em fogo as vestes,
A razão da qual libero minhas mãos que se tocam, se beijam
E num vai-e-vem procuram satisfazer meus desejos mais secretos.
Labutas ações de um amor provecto,
Que treme, arrepia, grita e flama.
E mais uma vez vejo tua matéria que me excita,
Que me afagam em pensamentos intensos de volúpia,
Que clamam e me lembram ósculos
Que outrora me sugaram sucessivos êxtases.
E se é para aliviar tanto tesão,
Libertarei infinitas vezes minhas mãos,
E te trarei em cada toque,
Em cada orgasmo vão.

Um comentário: