Tiremos os trajes do Entrudo,
Todo o pó desses confetes.
Repousemos frívolos
E inconscientes de nós.

Desenganemos de nós, ó meu amor,
Assim como o jazz
E continuemos a viver sem ele.
Abandonemos os altares, pois tantos outros amantes
Deitaram-se neles em luxuriosas trevas ou luzes.
Então para quê santificá-los nós?

Que o nosso  afeto esteja coberto sob o manto biltre
Sem importar com as ramas mortas de suas raízes.
Sem definição, pois nunca nomeamos a ele,
Sem o outono de folhas pautadas da nossa solidão a transformar em inverno nossos versos.
Sem efeitos borboletas que a nossa presença possuía.
Apenas o silencio que te cabe e a dor muda que me pertence
Como veneno no estomago a nos embotar. (22/03/14)

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